Atualizado · Lei 14.300/22 · Abril 2026

Descubra exatamente quanto você economiza com energia solar

A calculadora mais completa do Brasil. Dados reais de 27 estados e 40+ concessionárias, Lei 14.300 aplicada ano a ano, projeção financeira de 25 anos e comparação com outros investimentos.

~R$ 180mil
Economia média em 25 anos
46 anos
Payback típico
40+
Concessionárias cadastradas
Economia líquida projetada em 25 anos
R$0

Valor nominal considerando inflação energética, degradação dos painéis, bandeiras tarifárias e cobrança progressiva do Fio B conforme Lei 14.300/22.

Potência do sistema
0kWp
0 painéis
Área necessária
0
Sobre telhado ou laje
Payback
0anos
Retorno do investimento
Investimento
R$ 0
À vista
TIR (25 anos)
0%
Taxa Interna de Retorno
VPL
R$ 0
Valor Presente Líquido
Geração anual
0kWh
1º ano de operação
CO₂ evitado
0ton
Em 25 anos
Cenários de sensibilidade
E se a tarifa subir menos? E se os painéis perderem eficiência mais rápido? Testamos os três horizontes.
Solar vs outros investimentos
Se você aplicasse o mesmo valor no Tesouro ou no CDI, teria quanto em 25 anos?
Projeção financeira em 25 anos
Economia anual, fluxo acumulado e ponto de equilíbrio
Detalhamento ano a ano
Cada linha representa um ano de operação
Ano Geração (kWh) Tarifa (R$) Fio B Economia Fluxo acumulado
Metodologia

Por que esses números são diferentes

Usamos os mesmos parâmetros que engenheiros e consultorias financeiras usam para avaliar projetos solares de grande porte, aplicados à sua realidade residencial ou comercial.

01

Irradiação solar regional

Dados do Atlas Brasileiro de Energia Solar (INPE/LABREN, 2ª edição) por estado. Varia de 4,3 kWh/m²/dia em SC a 5,9 no PI — não uma média nacional genérica que infla resultados no Sul.

02

Lei 14.300/22 completa

Fio B progressivo aplicado ano a ano: 60% em 2026, 75% em 2027, 90% em 2028 e 100% (+Fio A) a partir de 2029. Quem ignora isso superestima economia em 8-15%.

03

Degradação dos painéis

Painéis modernos perdem cerca de 0,5% ao ano. No 25º ano geram ~88% do original. Isso reduz a economia a longo prazo e é considerado no fluxo de caixa.

04

Inflação energética real

A tarifa de energia subiu 7–10% ao ano na última década — acima do IPCA. Isso aumenta a economia nominal futura e muda o VPL significativamente.

05

TIR, VPL e Payback reais

Calculamos TIR via Newton-Raphson iterativo (não aproximação), VPL com taxa de desconto configurável e Payback com interpolação linear para precisão em meses.

06

Taxa mínima permanece

Mesmo com solar você paga a taxa de disponibilidade — 30 kWh mono, 50 kWh bi, 100 kWh trifásica. Incluímos no cálculo. Não é economia 100%.

07

Orientação e sombreamento

Fator de correção azimute (N/NE/L/O/S) e perda por sombreamento aplicados. Um telhado voltado para o sul reduz geração em ~25% — impacto real no ROI.

08

Performance Ratio 78%

Somente 78% da energia teórica chega à tomada (perdas em cabos, inversor, poeira, temperatura). Padrão de projeto fotovoltaico brasileiro, não marketing.

09

Bandeiras tarifárias

Adicionamos o adicional de bandeira escolhido à tarifa base. Bandeira amarela soma R$ 0,019/kWh, vermelha 1 R$ 0,039/kWh, vermelha 2 R$ 0,079/kWh.

Regulação vigente

A linha do tempo da Lei 14.300/22

O Marco Legal da Geração Distribuída alterou a forma como prossumidores são cobrados. Veja o que muda a cada ano.

2023 — Início
Lei entrou em vigor. Quem instalou até 06/01/2023 ficou com regras antigas (100% de compensação) até 2045. Novos consumidores começam a pagar 15% do Fio B sobre energia injetada.
2024 — 30% Fio B
Cobrança sobe para 30% da TUSD Fio B. Sistemas novos começam a ter payback ligeiramente maior, mas continuam muito competitivos.
2025 — 45% Fio B
Cobrança de 45%. Corrida de instalações já começa a desacelerar — ainda vale, mas custo vs benefício exige simulação cuidadosa.
2026 — 60% Fio B (hoje)
Estamos aqui. Cobrança de 60% da TUSD Fio B. Nosso cálculo aplica esse valor e projeta os aumentos subsequentes.
2027 — 75% Fio B
Payback médio cresce cerca de 6 meses em relação a 2026.
2028 — 90% Fio B
Penúltimo ano de transição. Sistemas ainda se pagam, mas a janela de instalação mais vantajosa está se fechando.
2029+ — 100% + Fio A + encargos
Modelo regulatório definitivo. Cobrança sobre 100% da TUSD Fio B + Fio A + encargos. A partir deste ano, ANEEL irá regulamentar um novo modelo de compensação que ainda está em estudo.
Desinformação

10 mitos sobre energia solar

Separamos as afirmações mais comuns que vendedores mal-intencionados usam — ou que circulam em redes sociais.

MITO
"Painéis solares não funcionam em dias nublados"
Painéis funcionam sim em dias nublados, gerando entre 10% e 25% da capacidade máxima. Radiação difusa (céu claro com nuvens) pode chegar a 50%. O que importa é a irradiação anual acumulada, não dias isolados.
MITO
"Com a Lei 14.300 não compensa mais"
Compensa sim. O payback aumenta de 6 a 12 meses, não anos. A TIR continua superior a 15% ao ano — muito acima do CDI e Tesouro. Nossa calculadora aplica a lei ano a ano.
MITO
"Dá para zerar a conta de luz 100%"
Não. Você sempre paga a taxa de disponibilidade mínima (30/50/100 kWh conforme ligação) + impostos não compensáveis + iluminação pública. A economia real é 85-92% da conta.
MITO
"Preciso de baterias"
Para o sistema on-grid (maioria absoluta), não. A rede elétrica funciona como "banco": você gera de dia, injeta, e consome de noite compensando créditos. Baterias só fazem sentido em áreas sem rede ou para backup.
MITO
"Painéis precisam de manutenção cara"
Manutenção é mínima: limpeza periódica (a cada 6-12 meses) e inspeção do inversor. Custo anual médio é 0,5% a 1% do investimento. Os painéis não têm partes móveis.
MITO
"O inversor vai queimar rápido"
Inversores de marcas consagradas (Fronius, SMA, Growatt, Sungrow) têm garantia de 5 a 10 anos e vida útil de 12-15 anos. Uma troca ao longo de 25 anos já está na conta realista.
MITO
"Granizo destrói tudo"
Painéis são testados para granizo de 25 mm a 27 m/s (norma IEC 61215). Eventos extremos podem danificar, mas a cobertura é simples: seguro residencial costuma incluir por custo muito baixo.
MITO
"Não funciona no Sul do Brasil"
Funciona. Santa Catarina tem irradiação de 4,3 kWh/m²/dia — superior à da Alemanha (3,3), líder mundial em solar. O payback é ~1 ano maior que no Nordeste, nada que inviabilize.
MITO
"Sistema desvaloriza o imóvel"
Pelo contrário. Estudos americanos (Lawrence Berkeley Lab) mostram valorização média de 4% no preço do imóvel. No Brasil, a tendência é a mesma: imóvel com solar vende mais rápido e por preço maior.
MITO
"É só comprar o mais barato"
É o caminho mais rápido para prejuízo. Painéis e inversores de marcas desconhecidas podem falhar em 5-8 anos, sem suporte técnico. Economia de 10% na compra vira perda de 40% no ROI total.
Proteção do consumidor

Checklist: antes de fechar com qualquer instalador

Use esta lista para avaliar propostas e evitar golpes ou empresas despreparadas.

Empresa com CNPJ, CREA e projetista credenciado

Sistemas de geração distribuída exigem projeto assinado por engenheiro eletricista com ART emitida. Peça ART do projeto e da execução.

Painéis Tier 1 (Bloomberg New Energy Finance)

Exija Jinko, Canadian Solar, Trina, LONGi, JA Solar ou similares. Garantia de produto 12-15 anos e de desempenho 25 anos (mínimo 80%).

Inversor de marca consagrada

Growatt, SMA, Fronius, Sungrow, Huawei, Goodwe. Garantia mínima de 5 anos, suporte técnico nacional, assistência em menos de 72h.

Estrutura de fixação em alumínio 6005-T5

Perfis de alumínio anodizado naval. Parafusos inox A2 ou A4. Recuse estruturas em "aço pintado" — enferrujam em 3-5 anos.

Cabos solares e string box adequados

Cabo solar 4mm² ou 6mm², duplo isolamento, resistente a UV. String Box com DPS (proteção contra surtos) e fusíveis CC específicos para fotovoltaico.

Homologação na concessionária incluída

Protocolo de acesso, vistoria e troca do medidor (bidirecional) devem estar no contrato. Prazo típico: 30-60 dias úteis após instalação.

Monitoramento remoto por 25 anos

App ou portal web para acompanhar geração em tempo real. Sem monitoramento, você não sabe se o sistema está rendendo o prometido.

Garantia de instalação mínima de 2 anos

Vazamentos em telhado, defeitos de fixação, falhas elétricas da instalação. Deve constar explicitamente no contrato.

Orçamento detalhado, nunca "pacote fechado"

Proposta deve discriminar marca/modelo de cada painel, modelo do inversor, metragem de cabo, estrutura, mão de obra, projeto, ART e homologação.

Pague no máximo 50% antes da instalação

Divida em 30% (sinal) + 50% (pós-instalação) + 20% (após homologação). Fuja de quem exige pagamento à vista antes da obra.

Referências reais e visitáveis

Peça 3 clientes de anos diferentes (recentes e antigos). Se a empresa tem 50 instalações, um cliente satisfeito não é difícil. Desconfie se recusarem.

Simulação baseada em dados reais

Use esta ferramenta (ou similar) para conferir se a economia prometida bate com projeção realista. Cuidado com promessas de "economia de 95%+".

Técnico

Glossário essencial

Termos que você vai encontrar em qualquer proposta. Saber o que cada um significa é poder.

kWp
Quilowatt-pico. Potência máxima que o sistema entrega em condições padrão (1000 W/m², 25°C). Unidade que define o tamanho do sistema.
kWh
Quilowatt-hora. Energia consumida ou gerada. Sua conta de luz mostra kWh consumidos no mês.
Inversor
Converte a corrente contínua (CC) dos painéis em corrente alternada (CA) compatível com sua rede doméstica. Componente mais delicado do sistema.
String
Conjunto de painéis conectados em série, funcionando como uma "fileira" elétrica. O projeto define quantas strings cada inversor comporta.
MPPT
Maximum Power Point Tracking. Tecnologia do inversor que otimiza continuamente a extração de energia dos painéis em diferentes condições de luz.
On-grid
Sistema conectado à rede elétrica (mais de 99% das instalações no Brasil). Não precisa de baterias — a rede faz o papel delas.
TUSD Fio B
Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição, componente B. Porção da tarifa que cobre a rede de distribuição até sua casa.
Net Metering
Sistema de compensação de créditos. Energia excedente que você gera é "emprestada" à rede e volta como crédito na conta.
Payback
Tempo que o investimento leva para se pagar. Calculado como: investimento ÷ economia anual média.
TIR
Taxa Interna de Retorno. Rendimento anualizado do investimento. Compare com CDI — se TIR > CDI, solar é melhor investimento.
VPL
Valor Presente Líquido. Quanto o fluxo futuro de economia vale hoje, descontado por uma taxa. VPL positivo = projeto viável.
Performance Ratio
Eficiência real do sistema (geração efetiva ÷ geração teórica). Padrão Brasil: 75–80%. Abaixo disso, há perdas excessivas.
ART
Anotação de Responsabilidade Técnica. Documento emitido pelo engenheiro responsável, obrigatório para o projeto e a execução.
Homologação
Processo de aprovação do sistema pela concessionária, inclui vistoria e troca do medidor. Sem isso, você não pode injetar na rede.
Bandeira tarifária
Sinalização mensal da ANEEL sobre custo de geração. Verde (sem extra), amarela, vermelha 1 e 2 (cada uma com valor adicional).
Prossumidor
Termo regulatório para quem consome e produz energia. Você, com solar, é um prossumidor.
Dúvidas frequentes

Respostas honestas para quem está decidindo

Compilamos as 15 perguntas mais comuns — sem enrolação de vendedor.

Sim, ainda vale muito. A cobrança do Fio B aumentou o payback em cerca de 6 a 12 meses comparado ao cenário pré-2023, mas a TIR ainda fica entre 16% e 22% ao ano — muito superior ao CDI (~11%) e Tesouro IPCA+. Como a tarifa de energia continua subindo 7-10% ao ano, cada ano de adiamento aumenta o custo futuro.
Em média 60 a 120 dias. Orçamento e contrato: 1-2 semanas. Projeto e ART: 1-2 semanas. Instalação: 2-5 dias. Homologação na concessionária: 30 a 60 dias úteis (fase mais lenta). Troca do medidor: 5-15 dias após aprovação.
Para residências, não. A aprovação necessária é apenas da concessionária de energia (distribuidora), processo feito pelo instalador. Condomínios podem exigir aprovação em assembleia. Imóveis tombados têm regras específicas.
Duas opções: (1) deixar e usar como valorização do imóvel (estudos mostram valorização de 4-6% no preço de venda) ou (2) desinstalar e levar — custo típico de R$ 2.000-4.000 + nova homologação. Para curtos prazos de mudança, a primeira opção compensa mais.
À noite, não gera — você consome a energia da rede (e usa os créditos gerados de dia para compensar). Quando falta luz, o sistema on-grid desliga por segurança (evita acidentes com eletricistas trabalhando na rede). Para ter energia no apagão, precisa de sistema híbrido com baterias (investimento +40-60%).
Desde o Convênio CONFAZ 16/2015, a maioria dos estados isenta ICMS sobre energia solar gerada e consumida. Há isenção também de PIS/COFINS no modo de compensação. Para pessoa física, não há imposto de renda sobre a economia gerada.
Sim, vencem em 60 meses (5 anos). Na prática, raramente é um problema — quem dimensiona o sistema corretamente (100% do consumo) usa os créditos no mesmo ano, principalmente em meses de menor sol.
Sim. É o chamado Autoconsumo Remoto — desde que todas as contas estejam no mesmo CPF/CNPJ e na mesma área de concessão. Muito útil para quem tem chácara, escritório e residência separados.
Microgeração: sistemas até 75 kW. Minigeração: de 75 kW a 5 MW. Residências e pequenos comércios sempre são microgeração. Minigeração é para grandes comércios e indústrias.
Sim, 95% dos materiais são recicláveis (vidro, alumínio, silício). No Brasil, a reciclagem ainda é incipiente, mas empresas como a Sunew e a Solar Panel Recycling já operam. A União Europeia tem mandato obrigatório desde 2012 — tendência que chegará ao Brasil.
Sim, mas exige nova homologação e pode exigir troca do inversor. Se há chance de aumentar o consumo (carro elétrico, piscina aquecida, ar condicionado), é melhor dimensionar 10-20% acima desde o início — barato agora, caro depois.
Sim. Painéis + estrutura pesam cerca de 15-20 kg/m² — dentro do que telhados residenciais brasileiros suportam (dimensionados para 60-100 kg/m² de sobrecarga). A estrutura distribui o peso entre as terças do telhado, sem concentrar em um ponto.
Painéis: 25-30 anos com garantia de produção de 80% no ano 25. Inversor: 12-15 anos (provavelmente uma substituição ao longo da vida útil do sistema). Estrutura de alumínio: 25+ anos. Cabos e conectores: 25+ anos se bem instalados.
Na maioria dos casos, financiar compensa. A parcela costuma ser menor que a economia na conta de luz desde o primeiro mês — ou seja, você paga o sistema com o dinheiro que já gastaria com energia. Juros acima de 1,8% a.m. começam a prejudicar o negócio. Use a aba "Comparativo" da ferramenta para comparar.
Os três problemas mais comuns: (1) inversor queimado (solução: garantia + substituição em 3-7 dias), (2) sujeira/sombreamento reduzindo geração (solução: limpeza + poda), (3) painel com defeito (solução: acionamento de garantia do fabricante). Todos são gerenciáveis com monitoramento ativo.
Credibilidade

Dados oficiais usados neste cálculo

Sem achismos. Toda fonte está listada — você pode conferir.

ANEEL — Lei 14.300/22 Marco Legal da Geração Distribuída. Texto oficial + Resoluções Normativas.
INPE/LABREN — Atlas Brasileiro de Energia Solar 2ª edição, 2017. Dados de irradiação por estado.
EPE — Plano Decenal de Energia 2034 Projeções de tarifa e matriz elétrica brasileira.
MCTI — Fator de Emissão de CO₂ Inventário de GEE da Rede Elétrica Brasileira, 2024.
ABSOLAR — Dados do setor Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica. Estatísticas de mercado.
ANEEL — Banco de Tarifas Tarifas homologadas por concessionária, atualização mensal.
CRESESB — Centro de Referência em Energia Solar Metodologia de dimensionamento de sistemas fotovoltaicos.
Lawrence Berkeley National Lab Estudos sobre valorização imobiliária de sistemas solares.